sábado, 20 de janeiro de 2018

Oleiros - Estreito - Álvaro - Orvalho - Rota dos Apalaches


Hoje, revolvendo o baú de fotos despertei memórias adormecidas.

Em Abril de 2016 fizemos uma escapadinha cá dentro,  tendo como destino Oleiros, Castelo Branco.
O tempo passa e a mente não ajuda para relatar ao pormenor quão fantástica foi a experiência  vivida na  altura.

 Calcorreando a Serra do Muradal, descobrimos  frescas cascatas, desbravámos frondosos bosques, palmilhámos alguns pontos da GR38 Grande Rota dos Apalaches ou Grande Rota Muradal Pangeia
 e recuámos milhões de anos, quando os continentes ainda não se tinham separado e fomos, como que transportados para Pangeia, o super-continente de então.

Os Montes Apalaches são uma cordilheira localizada na América do Norte. Uma das mais antigas formações de relevo do planeta. Em Portugal, Oleiros, encontra-se "um pedacinho" dessa cordilheira que o oceano atlântico dividiu... e nós estivemos lá.


Oleiros


Serra do Muradal


A imponente muralha quatzítica que se ergue do denso e exuberante bosque


Cascata D'água alta


Oleiros


Orvalho


A "deusa" da serra do Muradal 


Serra  do Muradal


Por do sol visto de Orvalho


Rio Zêzere 


Miradouro do Zebro


Geossítio do Portelo




Estreito


Oleiros

domingo, 19 de novembro de 2017

À Descoberta das Buracas de Casmilo


Saímos bem cedinho de casa decididos a descobrir umas formas geológicas que,  por um acaso descobri observando fotografia e me encantaram.
Sobre as mesmas,  apenas sabia que se situavam na Serra de Sicó, vergonhosamente confesso que nem desta serra algum dia tinha ouvido falar... valeu-nos a APP  onde partilho e descubro novos lugares para caminhar entre a natureza.
Chegados ao inicio do percurso, o dia acabara de amanhecer, a poucos passos à frente, depará-mo-nos coma as primeiras formações geológicas  que obviamente devido à sua beleza adorámos.
  As mesmas abriram o apetite para a caminhada, a fim de descobrir a tal que tinha visto na fotografia, linda e muito fotogénica, mas infelizmente acabámos por desistir depois de muitas tentativas sem sucesso,  um dia regressaremos e havemos de a descobrir.
Contudo o passeio foi muito agradável e fizemos  uma belíssima caminhada.




Fomos surpreendidos por uma família de gamos , infelizmente não tinha a objectiva correcta mas deu para ficar o registo para recordar..


O percurso é muito bonito















domingo, 5 de novembro de 2017

Fragmentos da Natureza

 O dia amanheceu bonito, a luz estava excelente para fotografar,  finalmente  a chuva tão necessária caíra dos céus ... pouca.. ainda pouca.. mas era o começo. Sem pré-marcação, decidimos ir passear por terras de Sintra.
Não obstante as boas condições fotográficas, não me sentia predisposta a fotografar,  talvez por o lugar escolhido já ser por nós muito visitado... contudo, ao reparar num tronco coberto de líquenes e ao fotografá-lo , despertou em mim um interesse imediato de explorar um olhar fotográfico  diferente do que habitualmente  tenho. 
Saindo assim da minha zona de conforto, palmilhei Monserrate em busca de fragmentos da natureza,  e nesta natureza abstracta o tempo marcou as horas e o dia findou... descobrindo texturas, geometrias, estranhas formas... fragmentos da natureza.











sábado, 2 de setembro de 2017

Monte Bianco

   Monte Branco,  polvilhado de açúcar e envolto em algodão doce ...


Sentia, neste dia,  um misto de emoções.
Por um lado a ansiedade de subir e me deixar invadir pela mistura de sentimentos que a natureza desperta em mim. Por outro,  o receio de me sentir indisposta devido à altitude.
É mais que sabido por quem me / nos conhece,  como adoramos e nos sentimos bem na Natureza e o quanto gosto de registá-la na minha câmara e,  se sinto e vivo todos os momentos  como se fossem mágicos,  este tinha um sabor especial.
As montanhas fascinam-nos, gostamos do desafio de as conquistar superando cada obstáculo e maravilhando-nos com a paisagem que se vai descortinando a cada passada. Contudo não era aqui o caso, o que me deixava,  expectante  era a altitude que esta subida  nos iria proporcionar. Nunca antes estivéramos tão pertinho do "céu "  E foi no Sky Way que partimos ao encontro da imensidão dos picos dos Alpes.




 Por volta das nove da manhã estávamos na fila prontinhos para adquirir os bilhetes.
São muitos os turistas que sobem e descem num vai e vem interrupto.
 Nós subimos  logo à abertura e descemos no ultimo teleférico , não pelo investimento  mas pela sensação sentida, pela beleza admirada, pelo fascínio das montanhas.

 " O Skyway Monte Bianco é um teleférico revolucionário, recentemente aberto ao público no Vale de Aosta em Courmayeur, na Itália. 
Graças a uma capacidade de rotação de 360 graus, esta maravilha da arquitetura oferece aos mais exigentes visitantes vistas panorâmicas deslumbrantes sobre o pico mais alto da Europa – o Monte Branco.O Skyway é um extremo desafio de engenharia que nos transporta a 3500 metros em apenas 15 minutos, sobre o gelo eterno do Monte Branco. O novo teleférico mergulha o visitante numa paisagem de tirar o fôlego, graças às suas cabines rotativas. Dispõe de três estações com restaurantes e bares.Segundo o arquiteto Carlo Cillara Rossi, responsável pelo projeto, “o Skyway nasceu para oferecer às pessoas uma nova experiência, a experiência de conquistar a montanha.”A estação de embarque fica a cerca de 1300 metros. O teleférico pára depois a meio caminho no Pavillon du Mont-Frety a 2170 metros. Aqui, temos um ponto de vista magnífico com varandas em vidro, restaurantes e lojas.O teleférico continua em seguida até ao topo, o pico Helbronner, a 3.466 metros. No “ninho das águias” encontramos um imenso terraço com vistas deslumbrantes sobre o Cervino, Monte Rosa, Gran Paradiso e toda a paisagem ciucundante.A estrutura está equipada com um sistema de veículos de socorro que podem chegar às cabines do teleférico em caso de acidente. Já não teremos de fazer descer os turistas com guinchos e cordas.O vidro usado é capaz de resistir a ventos de grande potência, normais a esta altitude, que atingem por vezes os 200 quilómetros por hora. O preço de uma viagem de ida-e-volta ao pico Helbronner é de 45 euros."
Euronews Nelson Pereira " 


E aí vamos nós, para trás ficava Courmayeur a 1.300 metros 


Uns  sobem, outros descem ...


Chegados ao Pavillon du Mont Fréty a 2.173 metros de altitude. Esperava-nos além da belíssima paisagem,  o Jardim Alpino , restaurante,  bar, sala de conferencias, e cinema com capacidade para 150 pessoas, a cave laboratório  Mont Blanc,  lojas , um parque infantil e uma zona de descanso para todos. 





 Após almoçarmos e desfrutarmos, seguimos a recta final. Para trás ficava Mont du Fréty


A acompanhar-nos uma paisagem indescritível. 
Estávamos a caminho do tecto da Europa Ocidental, iríamos ver de perto o segundo ponto mais alto da Europa. Mont Blanc, sendo o terceiro lugar natural mais visitado do mundo. E eu estava maravilhada...





E assim estávamos quase no topo do mundo...


Como somos tão pequenos perante a natureza ...