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domingo, 20 de agosto de 2017

Um Trilho com História

  Foram cerca de 7 kms  com um desnível de mais de 500 m, trilhando e explorando o que de mais belo a Natureza encerra.



Nada nos faria pensar, no nosso inculto desconhecimento, que estas montanhas guardavam uma historia de guerra tão intensa...
Fotográfo os textos de Emile Chanoux, leio nas entre linhas e é quanto baste para perceber que muitas vidas caíram por terra no Valle de Aosta ...
Insisto permanecer na obscuridade ... não posso, não quero, que nada dissipe minha felicidade.
Contudo não consigo deixar de observar, como um texto escrito há tantos anos continua tão actual... É tristemente absurdo, chega a ser bizarro como o homem continua cometendo tanta atrocidade.



Num mundo onde o fraco é massacrado  simplesmente por ser  mais fraco, ou diferente... temo que venham a existir mais monumentos desta natureza...


Émile Chanoux (Valsavarenche, Vale de Aosta, 9 de janeiro de 1906-18 de maio de 1944) foi um político italiano assassinado pela milícia fascista.[1]
Jovem estudante de direito, Chanoux torna-se vice-presidente da "Jeune Vallée d'Aoste", um movimento que visava a defesa da identidade valdostana, inluindo a sua autonomia histórica e a sua língua, o "valdostano", uma variedade local da língua francoprovençal. A 19 de dezembro de 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, ele encontra-se com representantes das populações francófonas do Piemonte, na cidade de Chivasso, onde foi assinada uma declaração que proclama os direitos, culturais, políticos e económicos daqueles povos.
Para Chanoux, os problemas das regiões com minorias étnicas só podem ser resolvidos dentro de um quadro de federalismo. Sobre este assunto, ele publica clandestinamente, durante a Resistência italiana, o livro "Federalismo e autonomie", além do "Delle minoranze etniche nel diritto internazionale" ("Sobre as minorias étnicas à luz do direito internacional").
A 18 de maio de 1944 ele é preso pela milícia fascista e submetido a torturas que, provavelmente terão provocado a sua morte naquela noite.
Wikipédia 
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Chegámos a Vaude / Ollomont por volta das 9 horas da manhã sem grande informação, apenas o conhecimento de uma cascata rodeada de montanhas. 
A falta de informação não era entrave o que não falta na zona alpina é trilhos a percorrer. Estacionámos o carro e embrenha-mo-nos por um prado verdejante no sopé da montanha e partimos há aventura. 

 Uma placa em madeira informava a direcção da cascata por um caminho limitado por um cercado em madeira criando o grafismo muito fotogénico. 

        
  
Ao longe avistavas-se a ultima  queda de água  da cascata, decidimos prosseguir afim de encontrar o seu inicio .



                                                           
                                                                 



 Encontrámos alguns caminhantes  e é sempre como se  já nos conhecêssemos,  ninguém se cruza sem dar, no mínimo,  a saudação, seja em que idioma for...  sem dúvida que a serenidade da natureza reforça os laços com as pessoas e com a vida...
Esta senhora,  com os seus setenta anos e com quem trocámos algumas palavras,  caminhava totalmente só, determinada e com a felicidade estampada no rosto.
Fez-me desejar viver assim... a Natureza é vida !


                        
 Fotografando a crista da fronteira entre Itália e Suiça


 Lago Py


  Capela e Refúgio Bivacco Savoie


A Suiça para lá das montanhas 


 Dávamos aqui esta caminhada por terminada.  O regresso foi efectuado pelo mesmo caminho.