sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Ilha de Skye - Old Man of Storr / Escócia

Quase nunca tenho tempo para partilhar todos os lugares que visitamos nas férias, (ainda me falta tanto das férias de 2022 e de anos anteriores) receando que o mesmo aconteça, decidi não publicar por ordem cronológica os lugares visitados nestas nossas férias. Sendo assim, teria de começar pelo que mais me encantou que foi sem dúvida a Skye Isle. Farei mais artigos da Ilha Skye, porque apesar de só termos dedicado um dia a este lugar, vimos tanta beleza que merece ser partilhada. 
 Acordámos bem cedo, antes da alvorada, porque estávamos ainda a umas boas milhas de distância, 92 milhas precisamente, o que dava cerca de duas horas de viagem, fora as paragens para fotografar 
  

Chegámos à Cordilheira Trotternish para fazermos a caminhada até ao Old man of Storr.
 O estacionamento estava cheio, afinal não éramos os únicos que, ignorando o mau tempo, nos preparávamos para uma boa subida. 
O sol espreitava envergonhado entre as nuvens prometendo um dia sem chuva e assim, demos inicio á nossa caminhada. À nossa frente um terreno largo e pouco acidentado convidava-nos a  uma caminhada pouco atribulada, mas não nos deixámos enganar, já sabemos que em breve as pedras soltas vão começar a rolar debaixo do nosso pés e as subidas íngremes não se farão rogadas.  Ambos gostamos de caminhar e fotografar, então não conhecemos barreiras e lá caminhamos calmamente apreciando cada pedacinho deste paraíso, congelando-o nas nossas maquinas fotográficas. 





A cada passo a paisagem releva-se cada vez mais impressionante, o verde é a cor predominante o que passa uma sensação de frescura e está mesmo fresco mas já não  sentimos frio. O sol continua a brindar-nos  e a iluminar a cordilheira




Olho para trás para ver o caminho já percorrido. Ao longe  avisto a Ilha de Raasay rodeada por aguas pálidas, as nuvens começam a ameaçar chuva, mas estamos no lado oposto e quase a chegar ao Velho de Storr. Observo os caminheiros á  nossa frente, parece que vamos todos em romaria. O caminho de terra está a terminar e surgem uns degraus toscos que ajudam, ou não, a  íngreme subida 





Estamos cada vez mais próximos do Velho de Storr, nesta foto acima já é visível. 
O Old Man of Storr é um obelisco distinto no extremo oeste da Cordilheira Trotternish e o Storr é um grupo de grandes penhascos escarpados atrás do famoso Velho de Storr. Um Santuário Natural.




Este pináculo tem cerca de 160 pés de altura, e é cercado por vários pináculos ligeiramente menores. Um verdadeiro ícone de Skye, que pode ser visto a quilômetros ao redor.

Um olhar mais atento mostrou-me a Sra de Storr, nunca a vi mencionada em nenhuma das informações que li sobre este aglomerado geológico mas eu vejo sim uma dama de pedra... serei a única? 




Este passeio espetacular levou-nos através de uma paisagem icônica. De frente para o Santuário  decidimos seguir para o cume.


Fomos surpreendidos por uma valente
 chuvada quando estávamos quase a atingir o topo. Detesto apanhar chuva mas rapidamente me apercebi que não havia nada a fazer a não ser enfrentá-la e já gargalhava da situação.




Uma vez no topo somos compensados com vistas soberbas em todas as direções.













 A ideia era almoçarmos aqui mas com a chuva e todos encharcados decidimos descer, a meio do caminho a chuva parou  e podemos apreciar a descida deitando um olhar ao Velho e sua família estendida ao seu redor. 





Ao chegarmos ao carro estávamos completamente secos. assim é o tempo na Escócia.






domingo, 9 de abril de 2023

Cegonha Branca no Cabo Sardão - Portugal

Ao visualizar uma foto de 2013, em que fotografei as Cegonhas no Cabo Sardão com as crias, fez-me querer voltar aquele lugar. Já o revisitei mas nunca em época de cegonhas. Levantámo-nos bem cedo e partimos. O dia começava a amanhecer quando atravessávamos a Ponte Vasco da Gama, mesmo dentro do carro faço um clik para registar o momento. Pelo caminho vou ansiosa pela espectativa se iria ou não encontrar o que me tinha feito madrugar.
Fizemos a viagem sem parar, eu queria chegar ao local com boa luz e para mim já ia tarde... mas mesmo assim não resisti a fazer duas curtas paragens; para registar o amanhecer e um fenómeno natural que sempre é lindo de se ver.
Chegámos e lá estavam elas, sozinhas no seu ninho e nós sem sabermos em que fase se encontrava o ciclo de procriação. Comecei a foogorafá-las assim como á paisagem e já quase a vir-me embora e depois de algumas já se terem colocado de pé e não se avistarem ovos, eis que me apercebo que um dos ninhos já tinha três ovinhos, sendo que podem colocar de três a seis ovos por época de produção e que as outras ainda não tinham ovos alguns, leva-me a crer que estes são recentes. Trinta a trinta e sete dias, mais ou menos, é o tempo que os mesmo levam a eclodir, assim sendo e porque pretendo acompanhar e registar todo o processo, daqui a umas cinco semanas a aventura repete-se. Mal posso esperar...
A Cegonha Branca passa o Inverno por terras de África e regressa todos os anos por altura da Primavera para a reprodução. Cada cegonha pode colocar de três a seis ovos e após um pouco mais de um mês nascem as crias que permanecerão no ninho por cerca de três meses. Os progenitores reversam-se a fim de assegurarem a sua alimentação e das crias. O Cabo Sardão situado na Costa Vicentina, é o único local, que se tem conhecimento, onde as cegonhas nidificam nas rochas.

terça-feira, 21 de março de 2023

Da Cresmina ao Guincho

Entre o silêncio e o som do mar...
Partimos com a intensão de fazer uma caminhada que eu tinha feito com duas amigas e um grupo de caminheiros, uma caminhada geológica que me ensinou a entender melhor as formações geológicas. Mas como todos os nossos passeios são ao sabor do tempo e da nossa disposição, o mesmo foi alterado ao nosso gosto. Começámos nas Dunas da Cresmina, eu também já conhecia e fiquei feliz por poder mostrar ao Artur este espeço protegido, mas a maior parte do percurso estava interdito e combinamos que um dia voltariamos, estamos sempre a fazer esta promessa mutuamente, sabendo que muitas não serão cumprimdas mas o importante é projectar, sobretudo quendo a vida é feita a dois. Após o carro estacionado, percorremos o curto passadiço que nos levaria à praia do Guincho. Pelo caminho registávamos o que viamos, sentiamos a brisa e o cheiro do mar que estava como o Artur gosta, bravo. E, caminhando cada um ao seu compasso caminhámos ao lado do mar pelo areal até chegar ás escadas que nos levaria ás arribas de onde poderíamos desfrutar magnificas vistas. éramos só nós, como o Artur gosta... ao longe a paisagem, de quando em quando, mostrava.se salpicada por algum pescador que eu aprisionava na minha máquina fotográfica. O silêncio era apenas cortado pelo som do mar, eu mantinha-me o mais calada possivel apesar de me ser dificil mas queria que aquele dia fosse perfeito e foi-o! fotografei muito, com todo o tempo do mundo porque tempo é o que temos quando passeamos nós dois, encantémo-nos com as flores a desabrochar e chegámos quase á povoação de Figueira do Guincho, desistindo poruqe a ultima coisa que pretendiamos era sair da Natureza. Retomámos o mesmo caminho de regresso e terminámos esta caminhada ao mesmo tempo que o dia se despedia, onde tinhamos começado. Foi mais um dos muitos momentos a dois, um recarregar baterias, um alimento para nós enquanto casal, um lindo dia para mais tarde recordar.

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Castelo de Caernarfon

O passeio pelo Estreito de Menai, post anterior, tinha terminado. Fizemos um passeio pela cidade, comprámos queijos tradicionais, almoçámos e decidimos visitar o Castelo de Caernarfon. Fomos de carro e após estacionar, demos início a esta viagem medieval.
Caernarfon no País de Gales, é uma cidade real localizada entre as montanhas da Snowdonia e a costa do estreito de Menai para a ilha Anglesey. A sua maior atracção é o Castelo de Caernarfon, onde há mais de 700 anos são coroados os príncipes de Gales. Esta impressionante fortaleza medieval mandada construída por Eduardo I, situada nas margens do rio Seiont levou 47 anos a ficar concluída. Este era de grande importância para o rei, sendo que o seu filho, Eduardo de Caernarfon, aqui nasceu no ano de 1284. Em 1301 foi apresentado à nobreza como o “príncipe nascido no País de Gales que não falava uma única palavra em inglês". Eduardo II é considerado o primeiro Príncipe de Gales. Assim surgiu a tradição de todo filho primogênito do monarca ser coroado neste local e assim continua até hoje. A última coroação foi do Príncipe Charles em 1969.
Após subir e descer tanta escadaria em caracol, estreita, desgastada pelo tempo e pelo uso, no início de cada Torre eu dizia: "A esta não subo" porém acabava por não resistir e apesar do cansaço, valeu a pena. As vistas eram espectaculares. Por fim, antes de sairmos, tentámos comer o farnel que levávamos mas tivemos de desistir e ir comer para o carro. As gaivotas fizeram destas ruínas com hitória, a sua habitação e não se fazem rogadas perante uma refeição.
Foi mais um dia excelente!